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Verdão no rumo da A, vence na B e bota Azulão perto da

O Palmeiras foi jogar em São Caetano, no ABC paulista, e se deu mal no primeiro tempo, quando o retrancado São Caetano fez 1 a 0 e o Verdão criou também zero. O Azulão esfregou as mãos diante da possibilidade de manter o diapasão no segundo tempo, ainda mais porque o adversário não tinha Valdivia, poupado. Não contava com o puxão de orelhas que certamente Gilson Kleina deu em seus jogadores no intervalo. Em 14 minutos, primeiramente com Alan Kardec fazendo fila na defesa rival, livrando-se de quatro para empatar e, depois, com Henrique, ao melhor estilo de zagueiro centro-avante, o Palmeiras virou. Virou e permaneceu senhor do jogo para ganhar mais uma na Série B, primeiro entre os primeiros no caminho certo da A, afundando o tradicional asa negra, primeiro entre os últimos, na direção da Série C.

Botafogo sólido na frente. Vitória firme na luta

Os clássicos cariocas, em regra, mesmo os disputados no Engenhão, e não é de hoje, são abertos, vibrantes, plenos de reviravoltas. O de hoje, de volta ao Maracanã, com 24.979 pagantes, entre Vasco e Botafogo, não foi diferente. Disputado lá e cá, delicioso de se ver, e cruel. Cruel porque em seguida a um gol de André — anulado por ele estar milimetricamente impedido, daqueles que se o bandeirinha não assinala está previamente absolvido –,  Rafael Marques, aos 23, milimetricamente em posição legal, mesmo sem pegar como queria na bola, abriu o placar. O Vasco sentiu, o Botafogo foi com sede para cima e Seedorf fez 2 a 0 de cavadinha, aos 30, depois de o time ter criado outras boas oportunidades. Impossível não cair, e o Vasco caiu. Deu para imaginar uma goleada e Rafael Marques, numa recaída, perdeu gol fácil para liquidar o clássico. Mas quem tem Juninho tem muito e numa desconcertante jogada dele, no finzinho do primeiro tempo, André recebeu para diminuir. Mais r...

As dúvidas na boa vitória do Corinthians. E destaques da rodada

Foto: Ricardo Matsukawa Não, as dúvidas não são em relação ao futebol corintiano, superior ao longo do jogo ao apresentado pelo  Grêmio  nessa vitória de 2 a 0 (gols de Émerson “Sheik” e Paulo André), no Pacaembu. Uma vitória importante, que faz o Corinthians saltar para a oitava colocação no Campeonato Brasileiro e deixar de ter o pior ataque da competição, passando esse bastão para o  Náutico , com sete gols contra oito dos corintianos. As dúvidas são a seguintes: 1-   A arbitragem deveria ter anulado o gol de Émerson, que a imagem congelada da tevê mostrou estar um pouquinho avançado em relação ao último gremista no momento do arremate? Não vou brigar com a imagem e nem com a tecnologia, mas penso ser impossível a olho nu detectar esse tipo de impedimento, assim tão milimétrico.  Enquanto o olhar eletrônico não estiver a serviço do futebol, muitos e muitos lances como esse deverão ocorrer e sem que a culpa recaia sobre a arbitragem, composta por...

Verdão do Brasil não perdoa o Verdão de Cariri

Com apenas 11 anos de vida, o Icasa de Juazeiro do Norte, interior do Ceará, sofreu no Pacaembu com a temperatura de 13 graus no inverno paulistano. Mas o Verdão do Cariri sofreu mesmo foi com o Verdão querido nos quatro cantos do país. Com Valdivia no banco e Mendieta em campo, mesmo sob forte marcação, o Palmeiras se insinuava até que, aos 22, Henrique fez pênalti que Fernando Prass defendeu com brilho a cobrança de Radamés. Era só o começo do sofrimento cearense, que fazia por merecer melhor sorte. Porque, 15 minutos depois, foi a vez de Leandro ser derrubado na área para Vinicius aproveitar e botar o Palmeiras na liderança do campeonato, aproveitando-se da derrota da até então invicta Chapecoense, batido pelo Ceará, no Castelão, por 3 a 1. Se perder já é chato, perder sem merecer é pior ainda, mas Verdão que é Verdão não bobeia, e o maior de todos não vacilou. Nos acréscimos do primeiro tempo, o meia paraguaio Mendieta ia fazendo um gol de placa, mas o goleiro João R...

No Palmeiras, os cuidados por Valdivia. No São Paulo, o filho do Doutor Sócrates. No Flu, o adeus de Abel Braga

1- Valdivia deve mesmo jogar contra o Icasa? De um lado, a constatação de que com ele o Palmeiras é outra coisa, tem muito mais qualidade: ele vem jogando bem e parece estar feliz, descontraído como há muito tempo não se via; por outro lado, o temor de uma sobrecarga que pode afetar seus músculos e manda-lo de novo para uma demorada ausência dos campos. O que você faria, amigo? Levando em conta o adversário, que não chega a assustar, sendo que na sexta-feira o Palmeiras terá pela frente o Bragantino, historicamente mais “enjoado”, eu faria o seguinte: Valdivia por uma noite no banco de reservas, só entrando na partida se houver necessidade, oferecendo, assim, a Mendieta a chance de ritmo de jogo, além de resguardar o melhor do time- o chileno- para o duelo teoricamente mais difícil. Parece-me a atitude mais sensata. Mas um amigo palestrino, que concorda com minha opinião, ressalta, com ênfase: ”Tudo bem, desde que o Valdivia esteja lá para qualquer complicação. O jogo contra o G...

Elias e os baianos brilham. Como Alex!

Para variar, Flamengo e Botafogo fizeram um clássico movimentado, corrido, os rubro-negros mais agressivos, os alvinegros mais espertos num Maracanã com mais de 52 mil torcedores,  38.853  pagantes. O Fla agredia, parecia ameaçar, mas chances quem criava era o Glorioso, nos contra-ataques. Até que, em jogada ensaiada, fez 1 a 0, com Seedorf batendo falta pela direita para Rafael Marques marcar, de primeira, aos 21. Em seguida, o holandês bateu falta no travessão flamenguista. O Fla chutou sua primeira bola ao gol, em cobrança de falta, aos 32 minutos e o 1 a 0 ficou barato no primeiro tempo. Mas o time voltou outro para o segundo. Com Adryan e Luiz Antonio nos lugares de Gabriel e Diego Silva. O Bota fez sua primeira troca aos 18, com a entrada de Renato no lugar de Vitinho, que, bom, mas inexperiente, havia perdido duas chances claras de passar para companheiros mais bem colocados e em situação de gol ainda no primeiro tempo. O empate parecia iminente. O ...

Força do Galo impressiona tanto quanto fraqueza do São Paulo

No dia 8 de maio, o Atlético-MG reforçava sua candidatura ao título da Libertadores ao eliminar o São Paulo nas oitavas-de-final com uma vitória por 4 a 1. Começava ali a se formar o abismo que hoje separa as duas equipes. Nesta quarta, de maneira impressionante, o Galo fez, de novo, o que muitos consideravam impossível: venceu o Olimpia por 2 a 0 nos 90 minutos e conquistou o inédito título da Libertadores nos pênaltis. Isso na mesma noite em que o São Paulo mais uma vez impressionou por sua fragilidade. O time paulista perdeu para o Internacional por 1 a 0 pelo Brasileiro e completou 11 partidas sem vencer. Algo que também para muitos era impossível. Os são-paulinos deixaram o Morumbi sem saber mais o que fazer para recuperar jogadores como Lúcio, Luis Fabiano e Ganso. Já os atleticanos viram o título coroar um pelotão de jogadores recuperados. Ronaldinho Gaúcho, apesar do fraco desempenho na decisão, Jô, Pierre e Josué fazem parte da lista de atleticanos desacreditados em seus ...