Pular para o conteúdo principal

Postagens

Ouça a 100.3 FM

Ao final do jogo, o filósofo popular,  Émerson “Sheik”  definiu assim  a derrota do Corinthians para o Cruzeiro, por 1 a 0  (gol de pênalti de  Dagoberto ), em Sete Lagoas:  “Quem não faz, toma”. E em sua simplicidade, exposta em um velho jargão do futebol, creio que “Sheik” tem razão: afinal,  Pato teve 4 chances de gol no primeiro tempo ,  três  delas  defendidas pelo goleiro Fábio  e a outra, teimosa, passando rente à trave direita mineira. Lances bonitos, sem dúvida; mas sem nenhuma eficiência corintiana. O  Cruzeiro , que no primeiro tempo não criou uma chance de gol sequer, voltou melhor para a segunda etapa. E o  Corinthians  colaborou como adversário, pois se encolheu, deixou de criar chances e apostava só no contra-ataque. Como castigo, levou o gol de  Dagoberto , que aproveitou bem o pênalti cometido por  Fábio Santos  (que foi expulso) no veloz  Élber. Assim, não há o que reclamar....

O Palmeiras voltou ao G-4. E o Mercado da Bola.

Pode parecer exagero. Mas   se o Palmeiras não tivesse vencido o Avaí , na noite desta terça-feira em Itu,   depois de ter perdido para o   América Mineiro ,   teria como companhia a insegurança . E durante bom tempo. Mas o Palmeiras venceu, por 2 a 1 , e chutou a crise para escanteio. Deu até a impressão que a vitória viria com mais facilidade, pois  Leandro abriu o placar - com um belo chute, de primeira-, logo aos 3 minutos. Só que, depois, em jogada inacreditável,  Marcio Diogo  deixou tudo igual: ele driblou uns cinco jogadores palmeirenses, em jogada digna de um Pelé ou de um Messi, que deveria ter até placa em Itu. Deveria mesmo? Creio que não, pois muitos dos méritos da jogada devem ser creditados a  incapacidade da defesa do Palmeiras   em conter aqueles dribles curtos, incessantes , de quem não é nenhum gênio.·. Bateu o desespero palestrino . Desespero que,  no segundo tempo, foi trocado pela ambição de vencer a partida....

Um time que não aprendeu a vencer

Não foi desta vez. A seleção não vence uma grande seleção há quase quatro anos. A última vitória contra um time de respeito aconteceu em novembro de 2009, contra a Inglaterra, mesma adversária da tarde deste domingo. Até que no primeiro tempo, a seleção de Luis Felipe Scolari deu sinais de que poderia quebrar o tabu. Teve mais de 60% de posse de bola, dominou as ações e criou oportunidades de marcar. Verdade que o time inglês se manteve acovardado, fechado atrás, à espera de um contra-ataque. No segundo tempo, o quadro se repetiu nos primeiros quinze minutos, tempo necessário para que Fred, sempre oportunista, se posicionasse no lugar certo pra pegar o rebote do travessão, após belo arremate de Hernanes. Com a inferioridade no placar, a Inglaterra se posicionou mais à frente, foi pro jogo e não encontrou dificuldades pra empatar e virar com Chamberlain e Rooney – este um golaço. Quando a derrota parecia certa, um lindo chute de primeira de Paulinho, após cruzamento de Luc...

O herói Victor salva o Atlético Mineiro. E o Mercado da Bola: o êxodo está próximo?

Foi dramático e surpreendente: quem esperava uma cômoda vitória do Atlético Mineiro sobre o Tijuana, talvez até levando muito à sério a história de que “caiu no Horto, está morto”, ficou surpreso: o Tijuana só não eliminou o Galo porque o goleiro Victor defendeu um pênalti cobrado por Riascos, aos 48 minutos do segundo tempo. Riascos foi o autor do gol do Tijuana, que saiu na frente, para, depois, o zagueiro Rever empatar, ainda no primeiro tempo. Seria o sinal de um novo show do Galo? Não, não seria. Disputando péssima partida, com os nervos de seus jogadores à flor da pele, o Atlético Mineiro não conseguia furar a retranca dos mexicanos: e, no segundo tempo, quando o Tijuana foi para frente, o Galo se enroscou mais ainda, contando com os milagres de Victor em pelo menos duas oportunidades, culminando com o pênalti defendido com o pé direito quando já haveria mais tempo para a reação. Seja lá como for, esse empate de 1 a 1 (foi 2 a 2 em Tijuana) faz do Atlético Mineiro o único brasi...

Com Leandro em novo estilo, o Palmeiras é o líder da Série B.

Ainda é muito cedo, pois a Segundona é longa e pode ser traiçoeira. Mas,pelo menos por enquanto, o Palmeiras está cumprindo a sua obrigação e é o líder da Série B: agora venceu o Asa, em Arapiraca, por 3 a 0, já soma seis pontos, quatro gols de saldo- um a mais do que oFigueirense- e poderia ter dilatado ainda mais o placar se, no segundo tempo, não tivesse decidido “cozinhar o jogo” e poupar suas energias. Está errado? Creio que não. Com o campo muito pesado e riscos de novas lesões (o centroavante Kleber saiu contundido), o Palmeiras está pensando mais em sua volta à elite do futebol brasileiro-logo no ano de seu Centenário- do que em goleadas implacáveis ou shows Inesquecíveis. O que, alias, apesar dos narizes torcidos, é o que importa. E quem foi o destaque da boa vitória? Sem dúvida alguma, esse talentoso Leandro, que trocou as honras dos gols pela função de garçom- da de servir seus companheiros. E foi o autor dos três passes (ou assistências) que deram nos gols do Palmeiras, m...

Cruzeiro massacra, Flu se safa e Galo cai diante do Coxa

Para começo de conversa, no Independência (12.218   pagantes), o Cruzeiro fez 4 a 0 no primeiro tempo, 1 a 0 no segundo e o Goiás voltou para casa com um 5 a 0 nas costas. Diego Souza, Bruno Rodrigo, Nilton duas vezes e Borges construíram a goleada com que o Cruzeiro apresentou suas credenciais neste Brasileirão, que terá o Mineirão, embora hoje não o tenha usado, com razão. Quem saiu bem também e se saiu melhor ainda foi o campeão brasileiro Fluminense que, mesmo com um time reserva, derrotou o preparadíssimo Atlético Paranaense, por 2 a 1, gols de Rafael Sóbis e Samuel, contra um de Manoel, que empatou no primeiro tempo. O jogo foi em Macaé (2.386 pagantes) e o Flu foi o único favorito ao título que venceu. Graças ao goleiro Ricardo Berna e às traves, que o salvaram duas vezes. Para alegria do Coritiba, que ganhou de outro favorito, o cansado Galo, sem Ronaldinho e sem Jô, poupados. Mesmo assim os mineiros saíram na frente já no segundo tempo, com Diego Tardell...

Fluminense

Elenco milionário, recheado de estrelas, Confesso que foi duro ver futebol tão ruim. Agora, será verdadeira façanha suportar os paraguaios fora de casa, dando a entender, pela lógica, que só o Atlético Mineiro está em condições de trazer o caneco da Libertadores para o Brasil. O Fluminense tentou fazer o que não sabe. Simulou agressões e provocou o adversário. Enquanto o Olimpia se limitou a fazer o que sabe muito bem. Jogou um futebol rústico, com chutões para o alto e faltas duras. A encenação de Wellington Nem ao fingir que foi acertado em cheio por uma cotovelada, o mergulho de Bruno para tentar cavar um pênalti, e Fred apertando o rosto de um adversário mostram como o tricolor do Rio desperdiçou energia, principalmente no primeiro tempo. Com esse ritmo, o Flu foi travado pela própria catimba, apesar de melhorar na etapa final, e não saiu de um preocupante 0 a 0 contra os paraguaios no primeiro jogo do duelo das quartas-de-final da Libertadores. Se insistir em ser mais marr...